No centro de idosos, eu ouvia o coral da escola de minha filha cantar “Sou feliz com Jesus”, e questionava por que ela, como diretora do coral, escolhera aquela canção, que havia sido tocada no funeral de sua irmã Melissa. Ela sabia como era difícil, para mim, ouvi-la sem me emocionar.

Parei de questionar-me, quando um homem se aproximou e disse: “Exatamente o que preciso ouvir.” Apresentei-me e lhe perguntei a razão de ele precisar daquela canção. “Perdi o meu filho na semana passada em acidente de moto”, disse ele.

Estava tão preocupado comigo mesmo que nem tinha pensado nas necessidades dos outros. Mas Deus estava usando aquela canção exatamente onde queria que fosse usada. Meu novo amigo, Marcos, trabalhava ali, e à parte, falamos sobre o cuidado de Deus naquele momento mais difícil da vida dele.

Em todo lugar, há pessoas necessitadas e, às vezes, temos de deixar de lado nossos sentimentos e planos, para ajudá-las. Uma maneira de fazermos isso é nos lembrarmos de como Deus nos confortou em nossas provações e dificuldades “…para podermos consolar […] com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus” (v.4). Como é fácil enxergar só os próprios interesses e esquecer que alguém bem perto de nós possa precisar de uma oração, uma palavra de conforto, um abraço ou o dom da misericórdia em nome de Jesus.

O conforto que recebemos deve ser compartilhado.

(Pão Diário)